Mostrando postagens com marcador Padres de Acaraú. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Padres de Acaraú. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Monsenhor José Edson Magalhães-1965 à 29 de Março de 2010

 Filho de Joaquim Rodrigues de Oliveira Magalhães e Eulina Alice Magalhães, nasceu em Acaraú - CE, em 12 de outubro de 1931. Foi batizado em 24 de dezembro de 1931, pelo Reverendíssimo Monsenhor Aloísio Pinto.

Estudos: primário, as primeiras letras com sua mãe. Depois teve com a Professora Maria de Cássia Silveira e também recebeu ensinamentos do Padre José Inácio Parente. E continuou o primário no Seminário Menor de Sobra!. O curso secundário foi efetuado no mesmo Seminário. Curso superior de Filosofia e Teologia 110 Seminário Provincial da Prainha. O curso superior começou CIII 1952 até 1957.

Quanto à sua Vocação Sacerdotal, recebeu influências do canto litúrgico, na igreja e das palavras de estímulo da Professora Maria de Cássia Silveira e dos padres José Inácio Parente e do Vigário Padre Sabino de Lima Feijão.

Recebeu o Presbiterato em 19 de janeiro de 1958, na Igreja Matriz de Acaraú, das mãos de Dom José Bezerra Coutinho, Bispo Auxiliar de Sobral na época. Veio em substituição de Dom José Tupinambá da Frota o que demonstrava desejo de lhe ordenar em Acaraú, mas ficou impedido por motivo de saúde. Sua primeira Missa Solene se dera na Capela de São Sebastião, no dia seguinte. Essa Capela fora construída por Raimundo Coelho de Albuquerque, bisavó do Neo-Sacerdote.

Atividades Pastorais e outras: 
-Foi nomeado primeiro Pároco da Paróquia de São Francisco da Cruz em 1958 até 05 de setembro de 1965. Neste mesmo ano, tomou posse como Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Acaraú em substituição ao Monsenhor Sabino que havia falecido no Rio de Janeiro. Na Paróquia deu prioridade à criação de grupos pastorais e comunidades eclesiais de base. Construiu centros comunitários nos bairros e Centro de Educação de Líderes (Centro de Treinamento). E Coordenou a construção de capelas.
-Foi coordenador de pastoral na região episcopal, no Vale do Acaraú. Vigário Episcopal da mesma região por três vezes.
-Coordenador da Pastoral da Diocese de Sobral, representante do Clero da Diocese, Vice-Presidente e Presidente da Comissão do Clero do Regional Nordeste I e membro dos conselhos Presbisteral, Pastoral e Colégio dos Consultores Diocesanos. Foi Secretário Geral do 1° Encontro Nacional do Clero em Itaici - SP.

Quanto às atividades intelectuais, ele fez a revalidação da Filosofia na Faculdade de Filosofia em Teresina - PI, fez Letras na Faculdade de Filosofia de Sobra!. Um curso de Antropologia na Faculdade de Filosofia da Universidade do Ceará. E alguns cursos de extensão universitária. Lecionou no Colégio Virgem Poderosa, ensino médio, vários anos. Tem escrito crônicas e pensamentos que permanecem inéditos, e homilias de circunstâncias.

Seu pensamento pessoal: "O seguidor verdadeiro de Jesus Cristo, não manipula consciências, propõe e testemunha a fé, a esperança, a justiça, a partilha, a solidariedade e o amor".


Fonte: Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará- Pe. Aureliano Silveira 

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Pe. Antonio Tomas - 4 de janeiro de 1892 a 14 de setembro de 1894


Nasceu em Acaraú-CE, aos 14 de setembro de 1868. Filho do professor Gil Thomaz Lourenço e d. Francisca Laurinda da Frota. Foi batizada a 23 de outubro do mesmo ano. Estudos iniciais em Sobral, onde estudou latim e francês. Depois ingressou no Seminário de Fortaleza, nada matricula 412, a 10 de fevereiro de 1882. Concluído o curso superior, recebeu a ordenação presbiteral em Fortaleza a 06 de dezembro de 1891.

Começa então a sua vida ministerial: Coadjutor de Acaraú, 04 de janeiro de 1892 -14 de setembro de 1894. Vigário de Trairi, 14 de setembro de 1894 - 03 de janeiro de 1897. Pró-Pároco de Acaraú, 30 de janeiro de 1897 - 08 de janeiro de 1901. Vigário de Acaraú, 10 de maio de 1912 - janeiro de 1924. Daí em diante se dá o período mais longo de afastamento do vigariato, indo residir com o irmão, o tabelião Francisco Thomaz Lourenço, em Santana do Acaraú. E desta época a convivência de d. Dinorá com o tio, a quem mais tarde homenageia com um livro. No prefácio ela lamenta não poder publicar todos os sonetos - que seriam 500, de acordo com o Padre Vicente Martins (RIC 1920), ou mais de uma centena, segundo Sânzio de Azevedo. Pe. Antônio Thomaz sempre foi um sacerdote muito piedoso e humilde. Dedicava-se aos seus paroquianos e aos seus passarinhos e escrevia sonetos, que eram publicados na imprensa por iniciativa dos seus amigos já que, ele próprio, na sua humildade, era refratário à publicidade. Irritava-se, porém, quando o plagiavam.

Apesar de escondido na sua modéstia, recebeu, entretanto, ainda em vida, consagração popular, sendo eleito, Príncipe dos Poetas Cearenses, num pleito realizado pela revista "Ceará Ilustrado", em 1925. Está classificado entre os maiores sonetistas brasileiros, gênero a que mais se dedicou, escrevendo também composições de feição e ritmos variados, caracterizando-se por sua independência em relação a qualquer movimento ou escola literária. Foi membro da Academia Cearense de Letras e, em 1919, eleito sócio do Instituto Histórico Geográfico e Etnográfico do Ceará. Capelão da Santa Casa de Sobral, 07 de agosto de 1940 - 12 de abril de 1941. Sofreu dez anos seguidos da moléstia que finalmente o arrebatou, mostrando sempre grande fortaleza cristã. Foi um sacerdote exemplar de virtude austera, que quis viver e morrer na obscuridade. Faleceu em Fortaleza, a 16 de julho de 1941, mas foi sepultado no dia seguinte, na igreja matriz de Santana do Acaraú, CE. Em Acaraú foi erigida uma estátua, perpetuando a memória de seu ilustre filho. A Prefeitura Municipal de Fortaleza deu o seu nome à importante Avenida da Zona Leste, em 1941. A Academia Centrista de Letras, órgão do Centro Estudantil Cearense, após memorável campanha, fez erigir na Praça do Liceu, uma herma em sua homenagem, inaugurada a 11 de agosto de 1944.

«Peço muito encarecidamente aos meus irmãos, sobrinhos, parentes e amigos que nunca, de forma alguma e sob qualquer pretexto, concorram para a publicação coletiva dos meus versos", determinara ele no dia 12 de novembro de 1933. Ribeiro Ramos acredita que teria sido possível anular esta vontade: "Dom José Tupinambá da Frota, o primeiro bispo de Sobral - e que era parente próximo do padre Antônio - nos disse que se tivesse sabido disso tinha força, como bispo, de impedir esta decisão".

Entre outras determinações, o testamento continha também o desejo de ser sepultado sem esquife, num dos corredores da Igreja Matriz de Sobral, sem inscrição ou sinal que indicasse quem ali estava sepultado, tão desaparecido quanto a cidade de Almofala cujo fim acompanhara entre janeiro e outubro de 1898. A história do pequeno povoado devorado pelas areias foi uma das poucas peças em prosa que deixou, uma narrativa assombrosa, porém com toques de bom humor.

No início de 1898 o padre Antônio Thomaz celebra pela penúltima vez na cidade. "Por esse tempo já as areias haviam obstruído as primeiras casas. Atrás da igreja do morro ia crescendo progressivamente". Em junho desaba uma parte do teto, e a igreja setecentista começa a ser invadida pelas areias. Dia 10 de outubro é celebrada a última missa, às 4h30min, para uma multidão silenciosa.

"Não me lembro de ter visto, em toda a minha vida, uma multidão tão numerosa guardar tanta compostura, tanta imobilidade e tanto silêncio", escreve. A luz das "umarentas lâmpadas de querosene" ele se encarrega de cumprir a ordem de seu superior, e retirar as imagens da igreja para transportá-Ias até o povoado mais próximo. A multidão se rebela mas o padre consegue seu intento. Da igreja restaria apenas a cruz espetada no topo de uma duna, imagem talvez de um desaparecimento tão completo quanto o que ele desejava para si.

Padre Antônio Thomaz faleceu no dia 16 de julho de 1941, em Fortaleza. Nos últimos dias remetera para a sobrinha Dinorá:

“Nunca pensei que a vida fosse tão curta para as aspirações que o homem tem". Seu último poema, "Desencanto", por ele mesmo apelidado "canto do cisne", é datado de fevereiro de 1941. Muitas vezes cantei, nos tempos idos, / acalentando sonhos de ventura; / então da lira a voz suave e pura / era-me um gozo dalma e dos sentidos ( ... ) Os sons que arranco à pobre lira agora / mais parecem soluções de quem chora / do que a doce toada de quem canta". A igreja da Almofala foi descoberta pelo vento em 1943. O Poeta Antônio Thomaz, de mesma forma, não conseguiu o esquecimento que queria.
Fonte: Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará- Pe. Aureliano Silveira
por Totó Rios

Pe. Sabino de Lima Feijão, de 19 de junho de 1932 a 26 de julho de 1965


Nasceu na fazenda "Atalho", de Sobral, hoje município de Cariré, e freguesia de Groaíras, a 20 de fevereiro de 1906.
Batizado a 27 de fevereiro de 1907, pelo Coadjutor Fortunato Linhares, na Capela do Riacho Guimarães. Matriculou-se no Seminário Menor de Fortaleza a 07 de março de 1922.
Concluiu o curso de Humanidades no Seminário de Sobral, aberto em 1925. Filosofia e Teologia em Fortaleza.
Ordenação em Sobral, a 30 de maio de 1931. Lente do Seminário de Sobral, 1929 - maio de 1932. 
Diretor "Correio da Semana", janeiro a maio de 1932. Secretário do 1º Bispo de Sobral, na Visita AI Limine Apostolorum, em 1935. 
Vigário de Acaraú, 15 de junho de 1932 - 1965; posse 19 de junho de 1932. 
Pais: João Vicente Feijão e D. Evangelina Guimarães Feijão.
Toda sua vida sacerdotal foi dedicada à sua primeira e única Paróquia, onde trabalhou com invejável zelo e incansável atividade pastoral.
Construiu, em Acaraú, a nova Matriz, uma das maiores e mais bem construídas de todo Ceará, as Capelas de Cacimbas, Prata, Lagoa do Carneiro, Santa Clara, Cruz e S. Antônio. Assinava-se no princípio, "Pe. Sabino de Lima Feijão". Vigário Forâneo.
Graças aos seus esforços foram criadas as paróquias de Bela Cruz, Itarema e Cruz, todas desmembradas da de Acaraú.
No setor educacional criou a Escola Normal Rural, o Patronato Virgem Poderosa e o Ginásio São José. Foi agraciado com o título de Monsenhor pelos relevantes serviços prestados à Igreja.
Faleceu de repente, no Rio de Janeiro enquanto assistia a um filme. Isto se deu a 26 de julho de 1956. Está sepultado na Matriz de Acaraú.

Fonte: Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará- Pe. Aureliano Silveira 
por Totó Rios

Pe. Francisco Araken da Frota, de 1924 a 1925


Nasceu em Santana do Acaraú, a 27 de junho de 1894. Foi solenemente batizado na igreja matriz de Santana a 17 de julho do mesmo ano.

Recebeu a ordenação sacerdotal das mãos de D. José Tupinambá da Frota, Bispo Diocesano, no dia 4 de janeiro de 1920.
Vigário de Santana, posse 22 de agosto de 1920 - 1041.

Pais: Manoel Lúcio Carneiro da Frota e D. Úrsula Anália da Frota

Construiu as Capelas de Bom Jesus e Sítio.

Fonte: Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará- Pe. Aureliano Silveira
por Totó Rios

Pe. Raimundo Monteiro Dias, de 1911 a 1912

Nasceu no Icó, a 16 de agosto de 1881. 
Batizado a 25 de setembro, pelo Vigário Manoel Francisco da Frota. 
Ordenação em Fortaleza, a 14 de fevereiro de 1909. Coadjutor de Baturité, 5 de maio de 1909 - janeiro de 1910. Vigário de Messejana, 26 de janeiro de 1910 - meses. Em 1910, substituiu, em Aquiraz, o Vigário Eduardo Araripe, ausente. Vigário de Itapipoca, 3 de janeiro a 22 de julho de 1911. 

Vigário de Acaraú, a 22 de julho de 1911- 10 de maio de 1912.

Coadjutor de Iguatu, 10 de maio de 1912. Vigário de Brejo Santo, 12 de dezembro de 1912 - junho de 1915; posse 13 de janeiro de 1913. Vigário do Jardim, 12 de abril de 1915 -18 de junho de 1916. Vigário do Icó, 23 de julho de 1916 - 2 de junho de 1917; posse 3 de agosto. Vigário do Tauá, 2 de junho de 1917- fevereiro de 1919.

Vigário de Brejo Santo (2ª vez), 1° de março de 1919 - 7 de março de 1922. Vigário de Santanópole, 16 de março de 1922 - 21 de janeiro de 1923; posse 26 de março. Vigário de Várzea Alegre, 25 de janeiro de 1923 - 26 de janeiro de 1928; posse 28 de janeiro.

Vigário de Quixelô, 21 de fevereiro de 1928 - 25 de fevereiro de 1932. Vigário de Várzea Alegre, 4 de setembro de 1932 - 17 de janeiro de 1936. Capelão, no Icó, do Colégio Senhor do Bonfim, 1936.
Pais: Frutuoso Agostinho Dias e D. Maria Amélia Monteiro.


Fonte: Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará- Pe. Aureliano Silveira 
por Totó Rios

Pe. João Saraiva Leão - 1911


Nasceu em Fortaleza, a 16 de maio de 1879.
Batizado em 19 de agosto, pelo Cura da Sé, Padre José Gurgel do Amaral Barbosa. 
Ordenação em Fortaleza, a 30 de novembro de 1905. Coadjutor de Maria Pereira, 06 de fevereiro de 1906; 01 de março de 1907. Vigário de Cachoeira; primeiro de março de 1907 - três de agosto de 1908; posse em 19 de março.
Vigário de Uruburetama, nove de setembro de 1908 - 15 de fevereiro de 1909: posse em 18 de setembro.
Vigário de Itapipoca, 15 de fevereiro de 1909 - três de janeiro de 1911;
Vigário de Acaraú, três de janeiro a 22 de 1911.
Vigário de Itapipoca (segunda vez), 22 de julho a 10 de agosto de 1911.
Vigário de Beberibe, 09 de dezembro de 1912 a 21 de janeiro de 1924; posse em 22 de dezembro.
Vigário de Redenção, 21 de janeiro de 1924 – dezembro de 1932.
Vigário do Mucuripe (duas vezes), 1933.
Capelão da Casa de Saúde César CaIs.
Capelão da Maternidade. Capelão do Dispensário. Capelão da Casa de Saúde São Lucas, 1940.
Esteve no Amazonas, de 1911 a 1912, onde foi Vigário de Manacapuru.
Sua nomeação para Beberibe foi a soa provisão de Vigário assinado por Dom Manoel. Em Redenção, há um Grupo Escolar Padre Saraiva Leão.
Pais: Joaquim Saraiva da Silva e Dona Inês Carolina Saraiva de Vasconcelos.
Cura do Mucuripe (segunda vez), nomeação e posse a 31 de janeiro de 1943. Capelão da Santa Casa, primeiro de março de 1945.
Faleceu na Santa casa, em oito de setembro de 1954.
Fonte: Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará- Pe. Aureliano Silveira 
por Totó Rios

Pe. Antonio Xavier Maria de Castro, de 29 de maio de 1834 a 1901

Nasceu em Fortaleza, 1815. Batizado em Fortaleza a 17 de outubro de 1815.
Ordenou-se em Olinda em 1838. Faleceu no Maranhão a 6 de janeiro de 1901.
Tendo acompanhado a mudança da sede da freguesia, tomou posse em S. Ana a 12 de maio de 1839 a 1842.
Vigário Colado de Acaraú, 11 de setembro de 1838 a 6 de janeiro de 1901. 
A Carta de Apresentação era de 24 de julho de 1838; a de Colação, de 11/9/1858.
Em 1844, já Vigário, foi secretário do Visitador Pe. Antonio Pinto de Mendonça. Deputado Provincial 6 vezes, a primeira em 1842 a 1843, e a última no biênio 1870/1871.
Tomou parte do Sínodo, em 1888. Teve Carta Comendatícia para o Norte, em 10 de maio de 1897. Faleceu em extrema pobreza no Baixo Mearim (Maranhão) a 6 de janeiro de 1901. (Studart pág. 413 do 1° Bispo).
Morreu em casa de D. Antônia Teófilo Ferreira (de viagem para Antonina. Em "extrema pobreza").
Pais: José Xavier de Castro e Silva e D. Ana Rita Xavier. Seu irmão Conselheiro João Batista de Castro Silva, nasceu em Fortaleza a 24/6/1909. Diácono em Olinda a 9 de julho de 1837.

Fonte: Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará- Pe. Aureliano Silveira 
por Totó Rios

Padre Bernardo Clemente da Cruz e Oliveira -1833 a 1834

Era quem regia Almofala, em 1832, quando essa freguesia foi anexada à Barra do Acaraú. 
Passou, também, a reger a nova Paróquia. 
Depois de a mesma conquistada em concurso pelo Padre Antônio Xavier Maria de Castro, nela colado em 1838.

Fonte: Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará- Pe. Aureliano Silveira 
por Totó Rios 

Padre Francisco Rodrigues Barbosa-1833

Capelão da Santa Cruz de Uruburetama.
Em 1824 estava em Arraial.
Vigário de Acaraú, nomeado a 23 de dezembro de 1833.
Ainda em 1861, oficiava em S. Francisco, Itapagé, de licença do Vigário Rogério.
Sua mãe chamava-se Quitéria.

Fonte: Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará- Pe. Aureliano Silveira 
por Totó Rios 

sábado, 18 de dezembro de 2010

Padre Antonio Eudes Cruz -Discurso de Posse

Pe.  Antonio Eudes Cruz
Nesta oportunidade, quero saudar ao nosso querido Pe. Valderi delegado pelo administrador Diocesano para presidir esta cerimônia de posse. Saúdo com estima ao Pe. João Batista Vasconcelos a quem sucedo no pastoreio desta Paróquia sem esquecer nosso insubstituível Mons. José Edson . Saúdo todos os presbíteros na pessoa do Cônego Gonçalo de Pinho Gomes e todas as religiosas. Nossos seminaristas, agentes de pastoral, leigos e leigos consagrados e minha família. Saúdo o povo de Deus aqui reunido, tanto os que fazem parte desta comunidade ou de outras desta Paróquia, como os visitantes que vieram de outras localidades de maneira especial das Paróquias de Fátima, Mucambo e Jijoca, por onde passei como pároco e Cruz minha paróquia de origem. Saudação especial faço as autoridades aqui presentes ou representadas.

Assumo hoje esta Paróquia como administrador, tendo bem presente sua rica e importante história para a Igreja Particular de Sobral e para esta região do Baixo Acaraú. Estou consciente da missão que recebo da Santa Mãe Igreja de zelar pelo rebanho que o Senhor me entrega a partir de agora. Quero sublinhar a primazia da Comunhão e da Missão, conforme pede o mesmo Senhor ao afirmar “ide e fazei discípulos meus” (Mt 28,16), sem perder de vista a unidade na caminhada desta Região Pastoral do Vale do Acaraú e, por conseguinte, de nossa Diocese. Entendo que a missão nos leva à fonte que garante a fé, e faz brotar nos corações a alegria de ver o Senhor e de tornar-se seus discípulos e discípulas, alimentando a fidelidade ao projeto de Jesus Cristo. Aposto na formação de nossos leigos e leigas, na sua atuação como agentes de transformação da sociedade e como protagonistas da evangelização.

Agradeço a Deus, ao colégio dos Consultores, a minha família, amigos que vieram de Cruz, Jijoca, Tianguá, Fortaleza, Sobral, das Paroquias vizinhas e de outras localidades sem esquecer deste povo amigo de  Acaraú. Aos ex-paroquianos de Fátima, que apesar do pouco tempo que passei naquela paróquia, me ensinaram a vivência concreta do Evangelho, a todos sem preferências.

Pe. João Batista Vasconcelos que nestes cinco meses desempenhou um relevante serviço na administração desta Paróquia em continuidade a ação pastoral do nosso saudoso Mons. Edson com seu trabalho desprendido e comprometido com as comunidades, pastorais e movimentos de Base e com todo povo de Deus e em especial aos mais pobres. Ao Pe. Robson que coopera nesta Paróquia estando designado para servir a área Pastoral de Celsolândia e que presta um apoio considerável também aqui na matriz. 
Queria manifestar profunda saudade ao querido Romário Rios falecido a menos de dois meses e demonstrar minha solidariedade a toda sua família.

Enfim, agradecimentos ao conselho de pastoral e a todos os que se colocaram a serviço, para que este momento fosse tão sublime e significativo em nossas vidas. Aqueles que organizaram a liturgia, a recepção, a acolhida, o ambiente da celebração.     

Termino suplicando a Deus, que é Pai, garantia para que não percamos a esperança, de modo que tudo seja feito segundo a vontade dEle, e que o anúncio do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo seja nossa prioridade, sempre tendo em conta o serviço da promoção da vida.

A todos, hoje e no decorrer destes próximos anos, peço orações, invocando as bênçãos de Deus por intercessão de nossa padroeira Nossa Senhora da Conceição consagrando-lhe nosso serviço e pedindo  que nos conduza sempre a seu filho Jesus. Amém.

Padre Antonio Eudes Cruz- 04.10.10

EM DIA COM A IGREJA – Pe. Valdery da Rocha*
padrevaldery@supeirg.com.br

                            “ELE VEM COMO IRMÃO PARA O MEIO DE SEUS IRMÃOS”

Dia 4 último (festa de São Francisco) tomou posse como Administrador Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Acaraú, o padre Antonio Eudes Cruz que era Administrador Paroquial de Fátima (Sobral). O evento se deu em solene concelebração, à noite na Praça da Igreja Matriz, com a participação de muitos sacerdotes e a presença dos paroquianos de Acaraú e amigos vindos de outras localidades onde padre Eudes já fora Pároco. Na ocasião fez a homilia o cônego Gonçalo de Pinho Gomes, pároco da Sé Catedral. EM DIA COM A IGREJA traz para seus leitores, na íntegra, as palavras proferidas pelo pregador que expôs com sabedoria aspectos teológicos da missão do padre e parabenizou padre Eudes pela nova missão a ele confiada. Falando de maneira espontânea assim disse cônego Gonçalo:

“Estamos aqui reunidos nesta Celebração Eucarística: padres, religiosas, seminaristas, autoridades, agentes de Pastoral e todo o povo de Deus aqui presente para participar da posse do Padre Eudes, como Administrador Paroquial desta secular Paróquia, dirigida durante os últimos 45 anos pelo querido e saudoso Monsenhor José Edson Magalhães.
Acarauenses, o Padre Eudes foi escolhido para dar continuidade aos trabalhos de evangelização nesta terra. Ele vem como irmão para o meio de seus irmãos, cheio de esperança e de bons propósitos; vem consciente dos desafios que terá de enfrentar, mas veio confiante, na certeza, de que contará com a colaboração e o apoio de todos os paroquianos e pessoas de boa vontade de Acaraú.

Padre Eudes é um sacerdote jovem, de experiência comprovada. Inteligente, manso, acolhedor, sensível, bom administrador, capaz de conviver com os diferentes. Sacerdote piedoso e zeloso. Com toda certeza haverá de corresponder plenamente às expectativas e aos anseios do povo de Deus, em Acaraú.

Nas Paróquias e lugares por onde passou – Patrocínio, Seminário, Jijoca, Mucambo e Fátima deixou marcas profundas de sua presença como padre e verdadeiro amigo.

Meu caro Padre Eudes! Você recebe hoje, agora, a missão de dirigir os destinos espirituais desta Paróquia. Não é uma experiência nova porque você já esteve à frente de três outras Paróquias. Mas é uma outra experiência, em outra Paróquia, com outro povo. A missão é a mesma, mas o lugar é diferente e as circunstâncias são outras.  Aqui você vai exercer a sua missão de padre como você já vinha exercendo em outros lugares. E o povo de Deus sabe e tem consciência da missão do Padre. A missão do padre é a mesma missão de Jesus; é a mesma missão de todo e qualquer cristão. Mas, com o padre, pelo sacerdócio ministerial, a sua missão é de maior responsabilidade, pois vai exercê-la com mais empenho, com mais dedicação, por conta do Sacramento que ele recebeu, o Sacramento da Ordem. Assim, deve o padre exercer aquela tríplice missão que nós recebemos no dia do nosso batismo; a missão de ser profeta, sacerdote e rei-pastor. O profeta, pelo próprio sentido da palavra, é aquele que fala em nome de alguém, tanto que pode haver, tanto o profeta do mal como o profeta do bem. E o cristão, sobretudo quando padre é aquele que fala em nome de Deus, é aquele que veio para anunciar a Boa Nova, a boa notícia, trazer à humanidade, aos homens, o Evangelho. A boa notícia de que Deus é o nosso Pai, que Ele nos ama com um amor incondicional e todos nós somos irmãos e devemos nos amar uns aos outros assim como Cristo nos amou. Então, o profeta, falando em nome de Deus, vai anunciar à humanidade os valores do Reino de Deus: a justiça, o perdão, a fraternidade, a lealdade, a misericórdia, a paz, enfim, o amor. Então, é a missão do profeta anunciar. Usando bem a missão da Palavra, o profeta também é aquele que faz a denúncia. Vai denunciar tudo aquilo que se opõe, que se torna obstáculo à vivência da Palavra de Deus. Tudo aquilo que se torna um obstáculo para que a Palavra de Deus se torne realidade, se torne presença viva no meio das pessoas. É assim que o profeta, quando denuncia, vai combater a injustiça, vai denunciar a mentira, o erro, a falsidade. Ele não tem medo. Ele tem consciência da sua missão. Se houver necessidade, até não tem medo de oferecer a sua vida por conta da defesa da verdade.  Isto aconteceu com os profetas do Antigo Testamento. Acontece também ainda com os profetas de hoje. Muitos e muitos irmãos nossos, pela defesa da verdade, tomaram a palavra para defender os oprimidos e os injustiçados. Muitas vezes tiveram as suas vidas ceifadas. Então, essa é a missão profética, essa é a missão que um padre, especialmente, o Pastor tem que cumprir.

É missão também do padre a missão sacerdotal. Assim como os fieis têm também o sacerdócio comum, o padre, além do sacerdócio comum, tem também a missão que lhe é dado pelo ministério sacerdotal, pelo Sacramento da Ordem. Pois ele tem a missão de santificação. E o padre busca a sua própria santificação e a santificação dos fieis que lhe são confiados, através da oração, e sobretudo, através da administração dos Sacramentos, principalmente do Sacramento da Eucaristia que é o Sacramento mais importante que contém toda a riqueza espiritual da Igreja, pois é o centro de todos os Sacramentos. O Sacramento em que está presente o próprio autor dos Sacramentos. A Eucaristia funda a Igreja, faz com que a Igreja viva. A Eucaristia é o Sacramento base e é o sacerdote aquele que preside e celebra a Eucaristia para os fieis. A Igreja não pode sobreviver sem a Eucaristia. Daí a importância do ministério do sacerdote porque celebra a Eucaristia. Ele é instrumento nas mãos de Deus para que aconteça este grande ação que é a Eucaristia. Foi assim que quis Jesus Cristo ao instituí-la. No mesmo dia em que Ele instituiu a Eucaristia, deu aos seus Apóstolos e aos seus sucessores, os bispos, e aos presbíteros participantes do sacerdócio do bispo, o poder de presidir a Eucaristia. Por isso é que a presença do sacerdote é importante, porque ele traz, através do Sacramento da Eucaristia, a presença real de Jesus Cristo para alimentar a fé dos fieis, do povo de Deus. É assim que o padre tem essa missão santificadora. Através dos Sacramentos ele colabora de modo decisivo para a santificação do povo, oferecendo o sacrifício da Eucaristia pelos seus próprios pecados e pelos pecados do povo.

Eis aí, irmãos e irmãs, a missão sacerdotal que o Padre Eudes, e nós padres, já exercemos e que ele agora vai viver de uma maneira mais intensa aqui nesta Paróquia que ele está assumindo.

Também o padre, principalmente o Papa, tem a outra missão que é a missão real, a missão régia, a missão de Pastor, a missão de governar o povo de Deus, a missão de cuidar do povo de Deus. No Antigo Testamento, e no Novo Testamento, principalmente no capítulo 10 do Evangelho de São João, nos é apresentada a figura do Bom Pastor. E Jesus Cristo se apresenta como o Bom Pastor, aquele que dá a vida pelas suas ovelhas, aquele que conhece as ovelhas e as ama, aquele que é capaz de sacrificar a sua própria vida por todas e por cada uma delas; aquele que deixa as noventa e nove no redil do curral e vai à busca daquela ovelha que estava perdida. Então esse é o Bom Pastor. Essa missão, que o Padre Eudes vai cumprir aqui no Acaraú, assim como fez nas paróquias por onde passou.

Então, Padre Eudes, é um peso, uma tarefa pesada, sim, É um peso que você vai exercer e levar. Contará, com toda certeza, com a graça de Deus. Você já tem uma experiência de onze anos de padre. Já não é um neófito. Você já tem uma caminhada. Você, penso eu, está bastante capacitado para assumir os destinos desta Paróquia. É claro que cada pessoa tem sua maneira de ser. Monsenhor Edson dirigiu por 45 anos aqui esse rebanho com seu modo peculiar de ser. Aqui ficou por muitos anos, com toda certeza criou laços junto ao seu povo, trabalhou como pôde, todos bem o conheciam, era um sacerdote exemplar, estudioso, zeloso e muito fez para conservar a fé do povo desta Paróquia. Você é o continuador, mas você é você, você tem sua maneira de ser. Cada pessoa é uma pessoa particular. Você vai contar, repito, com toda certeza com a colaboração dessa gente, desse povo de Deus, porque o povo que tem fé, sabe que o padre é aquele que vai representá-lo diante dessa missão importante, de conduzir, de guiar, de animar a comunidade. Em verdade, o padre, é o animador da comunidade. É aquele que conforta e deve estar como aquele que ajuda os outros a se animarem e, na medida em que ele anima o seu povo, recebe também por parte do povo essa animação.
Meus irmãos e minhas irmãs! Naturalmente vocês esperam muito do padre, isso é natural, mas o padre espera também muito de vocês, e o Padre Eudes, com toda certeza, está esperando esse apoio, essa colaboração, a compreensão a fim de que ele possa exercer bem o seu ministério aqui.  È preciso que haja essa empatia entre o povo e o Padre, entre os fieis e o seu Padre. E disso eu não tenho dúvida de que vai haver não somente a empatia, mas vai haver também a simpatia, porque o Padre Eudes é uma pessoa muito simpática, e então ele vai conquistar com a sua simpatia também a amizade e o carinho de todos os seus novos paroquianos.

Nós, principalmente nós que formamos o Presbitério desta Diocese, que temos o Padre Eudes como colega-amigo, nós queremos desejar a ele muito êxito nesta nova empreitada, nesta nova caminhada à frente da Paróquia de Acaraú. Quero ter a certeza de que, com a graça de Deus, com a oração dos seus paroquianos e com o esforço muito grande que ele irá de fazer, ele corresponderá plenamente em primeiro lugar à vontade de Deus que o chamou para essa missão, e, às expectativas e aos anseios deste povo bom de Acaraú. Povo bom também que me acolheu um dia quando aqui exerci meu primeiro ministério sacerdotal como Vigário Cooperador do Monsenhor Sabino de Lima. Passei aqui apenas um ano e só saí porque o Bispo me tirou, mas saí saudoso, gostaria de ter permanecido.

Padre Eudes, que você seja muito feliz junto aos seus paroquianos. Conte com o apoio de seus colegas. Tenho certeza de que você será muito feliz. Meus parabéns.”.
                      
* Professor do Instituto de Teologia e Pastoral (ISTEP) e Pároco de Cruz

Fonte: Jornal Correio da Semana
Colaboração: Artemísio da Costa

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Monsenhor Sabino de Lima Feijão


1-Do nascimento a vocação sacerdotal
- Nasceu no dia 20 de dezembro de 1906 numa propriedade rural conhecida por  atalho na cidade de Sobral -Ce.
- Seus pais foram: João Vicente Feijão e Evangelina Guimarães Feijão.
- Eles tiveram 10 filhos e Sabino foi o 1º deles.
- Foi batizado no dia 27/02/1907.
- Fez a 1ª comunhão e crismado em 08/12/1917.
- Entrou no seminário em 28/10/1928.
- E ordenou-se sacerdote em 30/05/1931.
- Sua 1ª missa aconteceu no dia 31/05/1931.
- Foi nomeado Vigário de Acaraú em 15/06/1932.
- Tomou posse como vigário a 19/06/1932.
Foto: Acaraú pra recordar

2-Os primeiros anos na nova paróquia
Quando aqui chegou ele encontrou uma situação difícil, mas que não foi empecilho para ele desenvolver o seu trabalho pastoral.
Destacamos nesse trabalho:
A criação no dia 08 de dezembro de 1932, da Pia União das Filhas de Maria;
Um ano depois em 08/12/1933 cria a Fundação da Cruzada Eucarística;
Em 1934:
07/04 – Associação de Adoração a Jesus Sacramentado
30/05 – Congregação Mariana de Meninos e Associação Filhas de Maria Menores.
06/12 – Pia União de Mães Cristãs
08/12 – A Congregação Mariana Mista
Filhas de Maria-Foto: Acaraú pra recordar

3-Os anos de afirmação como Bom Pastor
Durante bom tempo o Pe. Sabino a cavalo, ia de um lado ao outro da paróquia: da Caiçara à Almofala, de Bela Cruz aos Patos e em todos os torrões da mesma ele procurava estar.
As missas eram rezadas em latim,  além de batizados e casamentos (os conhecidos queimas) mostravam que a vida da paróquia voltava ao normal.
Igreja de Almofala

4-Conclusão de uma década a frente  da Paróquia de Acaraú 
A 1ª década a frente da Paróquia de Acaraú foi marcada por construções criações e desmembramento.
Já em 1934, começa sua faina de construtor; pede ao Bispo D. José Tupinambá da Frota, autorização para reconstruir as capelas de tanque do meio (Itarema) da Cruz e da Almofala. O que foi atendido.
Em 30 de maio de 1939,  sucede a fundação da Sociedade"Escola Normal Rural de Acaraú", organizada pelo Pe. Sabino de Lima.
A gruta de Lourdes foi inspirada e supervisionada pelo Mons. Sabino e construída por uma comissão de paroquianos, sendo a mesma a benção da mesma foi oficiada pelo Pe. Sabino, a 15 de outubro de 1939. Estando ali expostas as imagens de N. S. de Lourdes e de Sta. Bernadete.
E para a evangelização ser atendida, D. José Tupinambá, em 29/12/1941, assina portaria criando a Paróquia de N. S. da Conceição, de Bela Cruz, desmembrando-a da Paróquia de Acaraú.
Foi marcada com a reconstrução da Igreja Matriz, que mesmo anos depois, continua atualíssima em aspecto arquitetônico, sendo inclusive base para outras igrejas da região.
A reforma que começou pequena, foi se tornando grande, devido ao estado de deterioração que se encontravam as bases da mesma.
Mas o Pe. Sabino também, não descuidou também da assistência às capelas: de Caiçara, Prata, Aranaú, Cruz, Almofala, Itarema, Juritianha.
Concomitantemente a reconstrução da Igreja Matriz, “em 30 de janeiro de 1944, em ambiente festivo, ocorre à inauguração do prédio destinado à Escola Normal de Acaraú.  É uma das grandes obras com que o Pe. Sabino de lima brindou esta cidade. Esta ocupa uma área de 11.258 m2, com cerca de 2.576 m2 de área coberta.
 Em 23 de fevereiro do referido ano, dá-se a instalação oficial da Escola Normal Rural de Acaraú, em sua sede própria.
A 26 de janeiro de 1945, chegam as Irmãs de Caridade, sob  direção da Irmã Saraiva. Conseguidas pelo Pe. Sabino de Lima, elas vieram dirigir a Escola Normal Rural de Acaraú, e aqui estiveram até dezembro de 1950, prestando notáveis serviços a esta comunidade, na área da educação e de assistência social.
Ir. Saraiva
5-A década dourada mostra um homem aberto ao  novo.
Em 31 de julho de 1949, o Acaraú comemorou o seu Centenário como Município e o Pe. Sabino de Lima em conjunto com algumas autoridades, foram os organizadores das comemorações cívicas, sociais e religiosas.
Em 31 de julho de 1950 é inaugurada a amplificadora paroquial que foi operada pelo Pe. Cauby para comunicação com a comunidade paroquial prestando serviços memoráveis a todo povo acarauense.
A 1º de janeiro de 1953, a direção da Escola Normal de Acaraú passa às Irmãs do Coração Imaculado de Maria, e o estabelecimento passa a denominar-se Escola Normal Virgem Poderosa, tendo como diretora a Irmã Maria Eulália.

Irmãs de CIM-Entre elas: Ir.Maria Eulália e Ir.Mônica-1953
A 2 de janeiro de 1954, por efeito da portaria de S. Excia, D. José Tupinambá da Frota, é criada a Paróquia de N. S. de Fátima, de Itarema, com o território desmembrado da Paróquia de Acaraú. Isto graças ao crescimento da vila de Itarema e considerando-se a vasta extensão  da paróquia de N. S. da Conceição de Acaraú, bem como da crescente população local.
Pelos mesmos motivos já citados anteriormente, a 06 de abril de 1958, é a vez do surgimento da Paróquia de São Francisco de Assis da Cruz. Esta paróquia foi assumida de imediato, pelo recém ordenado Pe. José Edson Magalhães.
Em 31 de maio de 1956 do referido ano, o Pe. Sabino de Lima, Vigário da Paróquia de Acaraú, é agraciado, pela santa sé, com o título de Monsenhor.
Nos dias 28 a 30 de junho do citado ano, a cidade de Acaraú hospedou prelados dos mais cultos do Brasil: Dom José Tupinambá da Frota e  Dom Avelar Brandão Vilela, atual presidente da Conferência Episcopal da América Latina. Ss. Excias. Vieram tomar parte no tríduo doutrinário com esta paróquia comemorou as bodas de prata sacerdotais de seu então vigário, Mons. Sabino de lima.

50 Anos de Sacerdócio, na foto a esq. Pe. Edson Magalhães
As comemorações em referência constituíram uma das festas religiosas e sociais mais brilhantes aqui realizadas e foram organizadas pelo nosso hoje Pároco Mons. José Edson Magalhães.
Homem de fé cheio de amor e desprendimento atualizado com o presente, mas sempre vendo o futuro nunca tão distante.

6-Outros fatos ocorridos durante o paroquiato do Pe. Sabino de Lima. 
Aos 03 de setembro de 1961, o Monsenhor Sabino de Lima, institui o Conselho Paroquial, integrado pelos Srs. Manoel Oliveira Magalhães, Raimundo Rocha e Francisco Felipe Rocha, que teve atividades até setembro de 1965.
Em 17 de setembro de 1961, ocorre nesta cidade a primeira missa com o celebrante de frente para os fiéis, e foi o Monsenhor Sabino, Vigário da Paróquia de Acaraú, o realizador deste fato.
Também o mesmo Mons. Sabino, em 26 de outubro do mesmo ano celebrou a primeira missa em português nesta cidade, ambas foram celebradas na Igreja Matriz.

Sepultado Igreja Matriz de Acaraú
7-Notas sobre o falecimento e sepultamento do Mons. Sabino de Lima
Foi uma grande e triste surpresa para todos a noticia do falecimento repentino de Monsenhor Sabino de Lima, Pároco em Acaraú.  Na noite do dia 26 de julho de 1965 algumas pessoas foram informadas do infausto acontecimento que chegou ao conhecimento de toda a população na manhã seguinte do dia 27.
Monsenhor Sabino que estava no Rio de Janeiro, há uns 20 dias, em tratamento de saúde, falecera às 3 horas da tarde do dia 26, vitimado por um colapso cardíaco quando assistia ao filme “A conquista do oeste” num cinema daquela cidade.
Atendendo o desejo seu, expresso em sua vida, a família do Monsenhor Sabino decidiu que seu sepultamento se daria em Acaraú no túmulo por ele mesmo aberto na Igreja Matriz de N. S. da Conceição.
Milhares de pessoas vindas de todos os recantos da Paróquia e das Paróquias vizinhas, prestaram a sua homenagem póstuma, rezando pela alma do pranteado sacerdote.  De Caiçara a Almofala cada um demonstra a  sua amizade e agradecimento ao Mons. Sabino.
Às 8 horas da manhã do dia 29 houve na Igreja Matriz, uma concelebração  da Missa de Réquiem, em seguida procedeu-se o sepultamento, no meio às preces e soluços dos parentes e amigos. Na ocasião, os sinos da Igreja Matriz dobravam afinados uma circunstância emocionante para todos.
Mons. Sabino deixou um rascunho de seu testamento que, por não preencher as formalidades legais, não teve nenhum efeito jurídico nas suas disposições.   Nele Monsenhor Sabino dizia entre outras coisas, isto:
1-Desejava morrer confortado pelos Sacramentos da Igreja Católica;
2-Agradecia a Deus a graça de tê-lo feito sacerdote;
3-Perdoava a quantos o tinha ofendido e pedia perdão se a alguém ofendeu;
4-Reconhecia ter nascido pobre e pobre queria morrer;
5-Que não constituía herdeiros pois não tinha nenhum bem de fortuna;
6-Que nada tinha a deixar para seus irmãos e parentes pois, já os tinha socorrido em vida e nisso pensava não ter faltado nem à justiça, nem a caridade;
7-Constituía seus testamenteiros o Mons. Aloísio Pinto e Pe. Edmilson Cruz.  Encarregava-os de entregar a seus irmãos os pequenos objetos de uso pessoal constando que não ferisse os interesses da Paróquia;
8-Fazia mor as palavras: “Quero ter a minha alma tão limpa de pecados como limpas tenho as mãos de azinhavre”.
O escrito estava assinado, mas não datado, nem continha assinaturas de testemunhas.  Logo que foi encontrado, foi lido pelo Pe. Rodrigues na presença do Dr. Moacir Feijão Lima e senhora e do Pe. Manoel Valderi Rocha, Cooperador da Paróquia e do Sr. Miguel Teixeira.
(Notas redigidas pelo Pe. Manuel Valderi Rocha)
O Mons. Sabino nesta paróquia fez história e faz parte da história. Aqui com seu jeito de ser, de trabalhar, ele semeou, viu os frutos surgirem com os diversos sinais de vida por ele produzidos.